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Câncer de Pele

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, causado pelo crescimento descontrolado de células anormais da pele. Embora seja frequente, ele apresenta altos índices de cura – superiores a 90% – quando detectado e tratado precocemente. A prevenção e o autoexame periódico são as suas melhores ferramentas de defesa.
Sumaya Máttar Dermatologista - Juiz de Fora, MG - Patologia Câncer de Pele
O câncer de pele ocorre quando as células da pele se multiplicam de forma desordenada, formando camadas que definem o tipo da doença. É uma condição maligna que pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais comum em pessoas de pele clara, com antecedentes familiares, ou que tiveram exposição solar excessiva ao longo da vida.

Os Três Tipos Principais

  • Carcinoma Basocelular (CBC): O mais frequente e menos agressivo, costuma surgir como uma elevação perolada ou uma ferida que não cicatriza.
  • Carcinoma Espinocelular (CEC): O segundo tipo mais comum, pode se manifestar como manchas que descamam, ardem ou sangram.
  • Melanoma Maligno: O tipo mais grave devido ao alto risco de metástase (espalhar-se para outros órgãos). Geralmente surge como uma pinta escura ou uma mancha que muda de cor e formato.

Como reconhecer os sinais? (Guia ABCDE)


Para identificar o Melanoma, utilizamos a regra internacional ABCDE, que ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma suspeita:

  • A – Assimetria: Uma metade da pinta é diferente da outra.
  • B – Bordas irregulares: O contorno é mal definido ou “serrilhado”.
  • C – Cor variável: Presença de várias cores (preto, castanho, branco, vermelho ou azul) na mesma lesão.
  • D – Diâmetro: Sinais maiores que 4mm (aproximadamente o tamanho de um lápis) requerem atenção.
  • E – Evolução: Qualquer mudança de tamanho, forma, cor ou sintomas como sangramento e coceira.

A Importância do Autoexame

Recomendo que meus pacientes realizem um autoexame a cada três meses. É um processo simples:

  1. Use um espelho para examinar frente, costas e laterais do corpo.
  2. Observe cuidadosamente antebraços, axilas e mãos.
  3. Examine pernas, pés (em cima e embaixo) e genitais.
  4. Com um espelho de mão e um secador, verifique o pescoço e todo o couro cabeludo.
  5. Finalize examinando as costas e as nádegas.

Prevenção: O melhor remédio

A exposição solar é o principal fator de risco acumulativo. Por isso, evite o sol entre 10h e 15h, use sempre filtro solar (FPS 30 ou mais) com reaplicação a cada 2 horas e utilize barreiras físicas como chapéus e óculos de sol. Lembre-se: o cuidado começa na infância, pois os danos solares são cumulativos.

Uma ferida que não cicatriza em 4 semanas ou uma pinta que mudou de aspecto não devem ser ignoradas. O diagnóstico precoce é o que garante a cura na grande maioria dos casos. Agende uma consulta em Juiz de Fora para uma avaliação completa da sua pele. Nenhum exame caseiro substitui o olhar atento e os equipamentos do dermatologista.

Perguntas Frequentes

1. O câncer de pele é sempre uma mancha escura?

Não. Enquanto o melanoma costuma ser escuro, os carcinomas podem parecer pequenas bolinhas peroladas, feridas rosadas ou manchas que apenas descamam. Por isso, qualquer lesão nova deve ser avaliada.

2. Quem tem pele negra pode ter câncer de pele?

Sim. Embora a incidência seja menor devido à proteção natural da melanina, o câncer de pele em pessoas negras pode ocorrer e, muitas vezes, é diagnosticado em estágios avançados, sendo igualmente perigoso.

3. Basta passar protetor solar uma vez ao dia?

Não. O protetor perde a eficácia com o tempo, suor ou contato com a água. O ideal é reaplicar a cada 2 horas em exposição direta ou pelo menos duas vezes ao dia em ambientes fechados.

4. O câncer de pele tem cura?

Sim, cerca de 90% dos casos têm cura total se forem detectados e tratados no início. O tratamento principal costuma ser a remoção cirúrgica da lesão, realizada em consultório ou ambiente hospitalar.

5. Cabines de bronzeamento artificial são seguras?

Não. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as câmaras de bronzeamento como agentes cancerígenos. Elas emitem radiação UV intensa que aumenta drasticamente o risco de melanoma e o envelhecimento precoce da pele.