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Queilites

Queilite é o nome dado aos processos inflamatórios que atingem os lábios. Elas podem ser causadas por diversos fatores, como exposição solar, alergias, infecções ou deficiências nutricionais. Identificar o tipo correto é vital, pois algumas formas, como a queilite actínica, são lesões pré-malignas que podem evoluir para o câncer de pele se não forem tratadas.
Sumaya Máttar Dermatologista - Juiz de Fora, MG - Patologia Queilites
Os lábios possuem uma pele muito fina e sensível, o que os torna vulneráveis a diversos agressores externos. O processo inflamatório conhecido como queilite manifesta-se de diferentes formas, desde pequenas fissuras nos cantos da boca até o ressecamento crônico e descamação.

Os Principais Tipos de Queilite

  • Queilite Actínica (Risco de Câncer): Causada pela exposição crônica ao sol, afeta principalmente o lábio inferior de homens brancos acima de 40 anos. O lábio fica ressecado, áspero e perde a delimitação com a pele. Atenção: se houver feridas (ulcerações) que não cicatrizam, pode haver malignização. É comum em profissionais que trabalham ao ar livre, como agricultores e pedreiros.
  • Queilite Angular (“Boqueira”): Inflamação no ângulo da boca (uni ou bilateral) com fissuras e ardor. Está ligada ao acúmulo de saliva, infecções por fungos (Candida) ou bactérias, uso de próteses mal adaptadas e deficiências de vitaminas ou ferro.
  • Queilite de Contato: Reação alérgica a substâncias químicas presentes em batons, cremes dentais, alimentos, esmaltes ou até objetos levados à boca (como canetas). Causa inchaço, vermelhidão e descamação.
  • Queilite Esfoliativa: Caracterizada por uma descamação persistente e crostas. Muitas vezes está ligada ao hábito repetido de morder ou lamber os lábios, sendo comum em jovens sob estresse emocional.
  • Queilite Glandular e Granulomatosa: Formas mais raras que envolvem o aumento de volume do lábio e inflamação das glândulas salivares ou obstrução linfática, podendo exigir tratamentos mais complexos, como infiltrações ou cirurgia.

Prevenção e Cuidados Fundamentais

A prevenção começa com a proteção: o uso de protetor solar labial é indispensável para quem se expõe ao sol. Além disso, é importante abandonar hábitos como morder ou lamber os lábios (a saliva é ácida e piora a inflamação), cuidar da higiene de próteses dentárias e manter uma alimentação rica em nutrientes.

Se você tem uma “feridinha” no lábio que não cicatriza, áreas esbranquiçadas ou fissuras persistentes nos cantos da boca, procure avaliação médica. O que parece ser apenas um ressecamento pode ser um sinal de alerta para algo mais grave. Agende uma consulta em Juiz de Fora para um diagnóstico preciso e evite que uma inflamação comum evolua para complicações severas.

Perguntas Frequentes

1. A queilite pode virar câncer?

Sim, especificamente a Queilite Actínica. Ela é considerada uma lesão pré-maligna. Se o lábio apresentar feridas persistentes, sangramentos ou ficar muito endurecido, o risco de evolução para o carcinoma espinocelular é alto.

2. Por que a "boqueira" (queilite angular) demora a curar?

Geralmente porque o fator causador não foi removido. Pode ser uma prótese dentária mal ajustada que favorece o acúmulo de saliva ou uma deficiência de vitaminas. Sem tratar a causa, o fungo ou a bactéria continuam voltando.

3. Lamber os lábios ajuda a hidratar?

Pelo contrário! A saliva possui enzimas digestivas que agridem a mucosa labial, removendo a proteção natural e causando mais ressecamento e inflamação (o chamado ciclo da queilite esfoliativa).

4. Batom protege contra o câncer de pele no lábio?

Sim. Batons com cor funcionam como uma barreira física contra os raios solares, o que explica por que a queilite actínica é menos comum em mulheres do que em homens que se expõem ao sol sem proteção.

5. Qual o tratamento para queilite de contato?

O primeiro passo é identificar e suspender o uso do produto causador (batom, pasta de dente, etc.). O dermatologista pode prescrever cremes específicos com corticoides para reduzir a inflamação rapidamente.