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Psoriáse

A psoríase é uma doença autoimune crônica e não contagiosa que afeta de 1% a 3% da população mundial. Caracterizada por ciclos de aparecimento e melhora de lesões na pele, ela possui um forte componente genético e está ligada ao sistema imunológico. Embora não tenha cura, existem tratamentos modernos que permitem ao paciente viver com total conforto e sem lesões aparentes.
Sumaya Máttar Dermatologista - Juiz de Fora, MG - Patologia Psoríase

A psoríase é muito mais do que uma questão estética; é uma condição inflamatória sistêmica que se manifesta principalmente na pele. Ela ocorre quando o ciclo de renovação das células da pele é acelerado, levando ao acúmulo de células na superfície, o que forma as placas e escamas características.

As Diferentes Faces da Psoríase

Muitas pessoas acreditam que a psoríase se limita a um único tipo de mancha, mas ela pode se manifestar de diversas formas, o que torna o diagnóstico especializado fundamental:

  • Placas Clássicas: Lesões avermelhadas cobertas por escamas esbranquiçadas, comuns em cotovelos, joelhos, pernas e couro cabeludo.
  • Psoríase Invertida: Atinge áreas de dobras, como axilas e virilhas. Diferente da forma clássica, a região fica apenas avermelhada e sem escamas, podendo ser facilmente confundida com alergias ou dermatite seborreica.
  • Psoríase Ungueal: Afeta as unhas, causando deformações, manchas ou descolamento, simulando muitas vezes uma micose.
  • Artrite Psoriásica: Em alguns casos, a inflamação atinge as articulações, provocando dor, inchaço (edema) e rigidez. Nesses casos, o acompanhamento conjunto com um reumatologista é essencial.

Fatores de Risco e Gatilhos

A psoríase pode ser desencadeada ou agravada por diversos fatores. Estudos mostram que a obesidade, hipertensão arterial e níveis elevados de colesterol estão frequentemente associados à doença. Além disso, outros gatilhos comuns incluem:
Estresse emocional intenso;

  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Traumas na pele (queimaduras ou ferimentos);
  • Uso de certos medicamentos (como betabloqueadores para hipertensão, anti-inflamatórios como diclofenaco e até o omeprazol).

Cuidados Diários e Estilo de Vida

Pequenas mudanças de hábito fazem uma grande diferença no controle da doença. A hidratação constante da pele é um pilar do tratamento. Além disso, a exposição moderada ao sol e atividades ao ar livre são extremamente benéficas, pois os raios UV ajudam a reduzir a inflamação das lesões.

 

A alimentação também desempenha um papel importante. Recomenda-se evitar o consumo excessivo de carne bovina, café, chá preto, condimentos fortes (como pimenta) e alimentos ultraprocessados (embutidos e enlatados).

Se você apresenta lesões avermelhadas que descamam, alterações nas unhas ou dores articulares persistentes, não tente se automedicar. A psoríase é uma condição complexa, mas perfeitamente controlável com o tratamento correto. Agende uma consulta em Juiz de Fora para receber um diagnóstico preciso e um plano terapêutico individualizado, focado na sua saúde e no seu bem-estar!

Perguntas Frequentes

1. A psoríase é contagiosa?

Não. A psoríase não é uma infecção causada por fungos ou bactérias. É uma doença autoimune e genética, portanto, não é transmitida pelo contato físico, compartilhamento de objetos ou convivência.

2. Se eu tenho psoríase, meus filhos obrigatoriamente terão?

Não necessariamente. Existe uma predisposição genética, o que significa que há uma chance maior de transmissão, mas muitos filhos de portadores nunca chegam a desenvolver a doença.

3. O estresse é o causador da psoríase?

O estresse não é a causa da doença (que é genética/imunológica), mas ele atua como um dos principais gatilhos. Momentos de alta tensão emocional podem fazer com que as lesões apareçam ou piorem.

4. Existe algum medicamento que devo evitar?

Sim, alguns medicamentos podem agravar a psoríase, como betabloqueadores (usados para pressão alta), diclofenaco e ácido acetilsalicílico. Sempre informe ao seu médico que você possui psoríase antes de iniciar qualquer medicação.

A psoríase tem tratamento eficaz?

Com certeza! Embora seja uma condição crônica, a dermatologia avançou muito. Hoje dispomos de cremes potentes, fototerapia e medicamentos biológicos modernos que conseguem limpar a pele e devolver a qualidade de vida ao paciente.